
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, incentiva a cultura e economia criativa do teatro, trazendo a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo de forma gratuita aos equipamentos culturais. O festival traz 14 atrações para o Centro de Referência da Dança (CRD), Centro Cultural São Paulo (CCSP) e Teatro Cacilda Becker. Todas as programações do Centro de Referência da Dança e do Centro Cultural São Paulo, que lideram a concentração de atrações do MITsp, são gratuitas e livres para todos os públicos, com retirada de ingressos 1 hora antes dos espetáculos no CRD e 2 horas antes no CCSP. Para as oficinas Nhaka e Práticas de atuação, um olhar posicionado é preciso o preenchimento dos formulários de inscrição que estão na aba “Serviços”. A peça Desmonte é para maiores de 16 anos e custa R$30 a inteira e R$15 a meia com retirada de ingressos na bilheteria do teatro com 1h de antecedência.
Tradição no teatro brasileiro o “Auto Bumba meu Boi”, no Centro de Referência de Dança no dia 20 de março às 19h, é apresentado pelo Grupo Cupuaçu que conduz a narrativa por meio da dança e da música com repertório de danças populares tradicionais, canções de criação coletiva, música incidentais, cânticos e ladainhas de autoria de seus integrantes. O espetáculo popular relembra o folclore e cultura do norte e nordeste com o Cazumbá, índios e índias, caboclos de pena e vaqueiros na trama. O Grupo que monta a peça foi criado em 1986 e dedica-se à pesquisa, difusão e ensino das tradições artísticas brasileiras, sobretudo maranhenses.
O espetáculo Desmonte, no Teatro Cacilda Becker nos dias 18 e 19 de março às 19h, apresentado pelo grupo Girino, relembra a tragédia dos rompimentos de barragens nas cidades mineiras de Brumadinho e Mariana que causaram mortes, além de impactos ambientais, sociais e econômicos para a região. A companhia é dedicada ao teatro de animação e à dramaturgia autoral trazendo esses elementos na narrativa. A peça foi desenvolvida por meio de uma pesquisa e experimentação multidisciplinar em diálogo com o teatro visual, miniaturas e técnicas do live cinema.
Por fim, enquanto no Centro Cultural São Paulo, os destaques ficam para a peça “A Última Ceia” – presente nos dias 22 e 23 de março, ambas as sessões às 20h, parte da famosa pintura de Leonardo da Vinci ao retratar um grupo de amigos que sabem que este último momento marca a despedida dos amigos, atualizando as ideias de morte e ressurreição – e “Brincando com o Nóbrega” – que abre a temporada de espetáculos da 10º MITsp no CCSP, no dia 19 de março, às 15h, homenageando o multiartista pernambucano Antônio Nóbrega, a roda de conversa exemplifica como a manifestação musical e artística atuam diretamente no aprimoramento da habilidade cognitiva.
DIA 20/03
CENTRO DE REFERÊNCIA DE DANÇA
Atração: Pensar-Pisar-Percorrer: Trajetos populares Culturas Cênicas e Culturas (Ditas) Populares: Diálogos, Trocas e Apropriações
Quando: 20/03 das 14h às 15h30
Onde: Centro de Referência da Dança / Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo – Centro Histórico.
Ingresso: gratuito, com retirada de ingressos 1 hora antes. Programação sujeita a alteração
Sinopse: Com Alexandra G. Dumas e Mestre Aguinaldo Silva e mediação de Rafael Galante. No Brasil, o teatro ocupa um espaço de centralidade no campo das culturas cênicas. Não é à toa que a historiografia hegemônica brasileira demarca o seu surgimento associando-o ao processo de catequização advindo do período da colonização. Porém, para além do teatro, são muitas as possibilidades de existência e criação cênicas, sendo muitas delas gestadas e paridas em processos de enfrentamento ao hegemônico colonizador. As culturas ditas populares de caráter cênico e diaspórico podem ser disparadoras para um relevante debate acerca da sua resistência, mas também na ampliação crítica acerca da sua invisibilização, epistemicídio e apropriações dominadoras, até mesmo pelo próprio teatro. Como as artes cênicas e as artes, em geral, vêm dialogando com as chamadas culturas populares? O que vem sendo construído de possibilidades interativas e respeitosas nesse campo? Esses questionamentos irão fazer girar essa roda, movimentar essa conversa.
Atração: Oficina de Cavalo Marinho
Quando: 20/03 das 16h às 19h.
Onde: Centro de Referência da Dança / Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo – Centro Histórico.
Onde: Centro de Referência da Dança / Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo – Centro Histórico.
Ingresso: gratuito, com retirada de ingressos 1 hora antes.
Sinopse: Com Mestre Aguinaldo Silva. O Cavalo Marinho tem na sua história uma significativa construção estética de resistência. O seu encontro com as artes cênicas tem gerado experiências instigantes, inclusive experimentadas pelo próprio Mestre Aguinaldo Silva. Nesse encontro em formato de oficina, o mestre do Cavalo Marinho Estrela de Ouro irá compartilhar suas vivências, assim como promover o conhecimento básico sobre elementos que compõem essa relevante manifestação cultural afro-brasileira. Serão apresentadas as principais figuras como Mateus, Bastião e Ambrósio, figurinos, musicalidade, gestualidades e movimentações.
Atração: Auto Bumba Meu Boi
Quando: 20/03 das 19h às 20h
Onde: Centro de Referência da Dança / Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo – Centro Histórico.
Ingresso: gratuito, com retirada de ingressos 1 hora antes.
Sinopse: Com Grupo Cupuaçu. O espetáculo popular dramático do tem na dança e na música os elementos que conduzem a reconstrução da narrativa mítica do Boizinho de São João, com a representação tragicômica dos personagens Amo, Catirina, Chico e Vaqueiro. A estes personagens centrais somam-se as figuras do Cazumbá, dos índios e índias, caboclos de pena e vaqueiros. Na encenação do Auto, por desejo da gestante, o boi é roubado e encontrado doente, sendo curado com a ajuda de curandeiros, doutores e, finalmente, do público.
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Atração: Treta, Uma Invasão Performática
Quando: 20 de março às 19h
Onde: Sala Ademar Guerra
Classificação: Livre
Ingresso: Grátis; Retirada de ingressos 2h antes da programação, apenas na bilheteria física do CCSP
Sinopse: A obra é um conflito, uma explosão, um ato premeditado para envolver o outro. As várias “tretas” vivenciadas diariamente por cada um foram a base de trabalho do grupo Original Bomber Crew. “Tretas” do vizinho, do planalto, do colonialismo, do patriarcado, da batalha de breaking. O grupo ressignifica espaços como a juventude periferizada ocupa as ruas e performa junto ao público numa ambiência sensorial metálica, densa e urbana. A “dança-quebrada”, como estes artistas chamam a transfiguração de suas realidades através do hip-hop e arte contemporânea, surge como estratégia poética de existência, apesar de toda a descartabilidade investida socialmente sobre seus corpos.
Atração: Graça
Quando: 20 de março às 20h
Onde: Sala Adoniran Barbosa
Classificação: Livre
Ingresso: Grátis; Retirada de ingressos 2h antes da programação, apenas na bilheteria física do CCSP
Sinopse: Corpos reais, divinos e fictícios transbordam em situações que desafiam arquétipos de beleza, fertilidade e êxtase. Nesta obra, fruto do encontro entre a companhia Giradança e a coreógrafa Elisabete Finger, três performers acumulam um repertório de posturas e padrões corporais familiares e desconhecidos dispostos em uma estrutura coreográfica circular. Operando entre continuidade e dissolução, a peça escava camadas de erotismo enterradas sob histórias e mitologias, certezas e suposições.
Atração: Repertório N. 3
Quando: 20 de março às 21h
Onde: Sala Ademar Guerra
Classificação: Livre
Ingresso: Grátis; Retirada de ingressos 2h antes da programação, apenas na bilheteria física do CCSP
Sinopse: O espetáculo é a última parte de uma trilogia de práticas coreográficas iniciada em 2018 pelos artistas cariocas Davi Pontes e Wallace Ferreira. A partir de estudos pós-coloniais de gênero e raça, a dupla questiona como criar uma dança de autodefesa, compreendida como uma elaboração tática para confrontar violências físicas, imaginárias e epistemológicas. A ideia é coreografar resistências singulares para corpos dissidentes e proporcionar seus modos de permanência no mundo. Para isso, o trabalho utiliza estratégias como a mimese e a pose, criando um jogo de significados que sobrepõe tempos e imagens.
DIA 21/03
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Atração: Cosmo-percepções da floresta
Quando: 21 de março às 19h
Onde: Sala Adoniran Barbosa
Classificação: Livre
Ingresso: Grátis; Retirada de ingressos 2h antes da programação, apenas na bilheteria física do CCSP
Sinopse: A performance e imersão sonora tem como ponto de partida territórios indígenas e tradicionais na América do Sul e na Europa. Este encontro das culturas indígenas na Amazônia (Tukano e Uitoto), Mata Atlântica (Tupinambá, Guarani e Maxacali) e território Sápmi na Finlândia (Sami) se dá a partir do corpo e da música e sua importância para esses diversos entendimentos de mundo. As artistas propõem no palco um espaço imersivo que traz a música, o canto e a palavra falada como ligação entre as florestas tropicais da América do Sul à Floresta Boreal, na Europa, e convida o público a imaginar a existência de mundos matriarcais baseados no cuidado e na troca.
Atração: Eu Tenho uma História que Se Parece com a Minha
Quando: 21 de março às 20h
Onde: Espaço Missão
Classificação: Livre
Ingresso: Grátis; Retirada de ingressos 2h antes da programação, apenas na bilheteria física do CCSP
Sinopse:A obra atravessa diferentes gerações da família da artista Tetembua Dandara. Ativada pelo encontro da performer e sua avó, Dirce Poli, com intervenções de sua mãe, Neuza Poli, e de sua irmã, Mafoane Odara. A instalação convida o público a adentrar um espaço que remete a uma sala de vó, a um quintal ou mesmo a uma festa dos anos 1990. Ali, narrativas são reconstruídas pelas vozes, sabores e olhares dos presentes, que podem transitar pelo espaço e pelas histórias por quanto tempo desejarem. O trabalho teve como ponto de partida o livro fotográfico homônimo idealizado pela performer, que traz espaços em branco (e preto), estabelecendo um diálogo de imagens e poucas palavras.
DIA 22/03
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Atração: Eu Tenho uma História que Se Parece com a Minha
Quando: 22 de março às 19h
Onde: Espaço Missão
Classificação: Livre
Ingresso: Grátis; Retirada de ingressos 2h antes da programação, apenas na bilheteria física do CCSP
Sinopse:A obra atravessa diferentes gerações da família da artista Tetembua Dandara. Ativada pelo encontro da performer e sua avó, Dirce Poli, com intervenções de sua mãe, Neuza Poli, e de sua irmã, Mafoane Odara. A instalação convida o público a adentrar um espaço que remete a uma sala de vó, a um quintal ou mesmo a uma festa dos anos 1990. Ali, narrativas são reconstruídas pelas vozes, sabores e olhares dos presentes, que podem transitar pelo espaço e pelas histórias por quanto tempo desejarem. O trabalho teve como ponto de partida o livro fotográfico homônimo idealizado pela performer, que traz espaços em branco (e preto), estabelecendo um diálogo de imagens e poucas palavras.
Atração: A Última Ceia
Quando: 22 de março às 20h
Onde: Sala Ademar Guerra
Classificação: Livre
Ingresso: Grátis; Retirada de ingressos 2h antes da programação, apenas na bilheteria física do CCSP
Sinopse:A peça-jantar do grupo MEXA parte do famoso quadro homônimo do pintor Leonardo da Vinci (1452-1519) e do acontecimento bíblico nele retratado para atualizar as ideias de morte e de ressurreição. Em cena, um grupo de pessoas se senta ao redor de uma mesa para sua última refeição. Trata-se de uma despedida: o grupo vai acabar. Brincando com os conceitos de verdade e ficção, a obra explora as vivências dos performers e questiona como criar uma imagem final que persista, ainda que aquele grupo de pessoas não exista mais.
DIA 23/03
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Atração: A Última Ceia
Quando: 23 de março às 20h
Onde: Sala Ademar Guerra
Classificação: Livre
Ingresso: Grátis; Retirada de ingressos 2h antes da programação, apenas na bilheteria física do CCSP
Sinopse:A peça-jantar do grupo MEXA parte do famoso quadro homônimo do pintor Leonardo da Vinci (1452-1519) e do acontecimento bíblico nele retratado para atualizar as ideias de morte e de ressurreição. Em cena, um grupo de pessoas se senta ao redor de uma mesa para sua última refeição. Trata-se de uma despedida: o grupo vai acabar. Brincando com os conceitos de verdade e ficção, a obra explora as vivências dos performers e questiona como criar uma imagem final que persista, ainda que aquele grupo de pessoas não exista mais.